Os bons resultados da Educação Ambiental na Fazenda
O auditório da SEF/MG ficou pequeno para o grande número de servidores fazendários e pessoal terceirizado que na quarta-feira 03/12 foi ver e ouvir a SPGF (Superintendência de Planejamento, Gestão e Finanças) apresentar os resultados de suas ações no projeto Educação Ambiental, desenvolvido em parceria com a Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam/MG). A apresentação foi marcada por citações e exemplos que dão a exata dimensão da importância do tema meio ambiente e da responsabilidade de cada um no esforço pela sua preservação.
O projeto resulta de um termo de adesão ao programa Ambientação, instituído em 2003 pela Feam/MG, órgão do sistema operacional da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Por meio de campanhas de conscientização, busca-se despertar nos servidores a responsabilidade pelo uso correto dos bens e serviços da administração pública e da natureza, de maneira geral, evitando-se desperdícios e fazendo o reaproveitamento de materiais.
Representando o secretário da Fazenda, Simão Cirineu, o secretário-adjunto e subsecretário do Tesouro, Leonardo Colombini, recebeu de Gastão Vilela França Filho, vice-presidente da Feam/MG, uma placa comemorativa à parceria da SEF/MG no programa Ambientação, cujas ações em 2008 foram relatadas por Frederico Batista Baião, coordenador de Gestão do programa.
Historiando o programa, Frederico Baião destacou a necessidade de mudanças de comportamento. O consumo desenfreado, lembrou o coordenador, deixou marcas profundas no mundo, e que agora é preciso buscar um consumo consciente e de controle de desperdícios. O Brasil, exemplificou, desperdiça 18% de sua energia elétrica, equivalente a um montante de recursos suficiente para construir 190 mil casas populares. Para resolver questões como essa, é necessária uma mudança de comportamento, que se inicia com pequenas ações no dia-a-dia de cada um, disse o coordenador.
Ao falar sobre o projeto de Educação Ambiental na SEF/MG, o diretor João Luiz Reis lembrou que ele vem sendo desenvolvido em cinco prédios da Secretaria e foi estendido ainda para as Superintendências Regionais. Sobre as ações implementadas, João Luiz apontou a campanha anti-tabagismo, de caracterização de resíduos e de consumo consciente. As ações do programa Educação Ambiental já fazem parte do nosso dia-a-dia na Fazenda, acrescentou.
O evento da SPGF foi marcado ainda pela presença de Maria das Graças Marçal, mais conhecida como “Dona Geralda”, que contou um pouco de sua história, ressaltando que “já estive até nos Estados Unidos, a convite da ONU. Comecei catando lixo aos oito anos de idade, trabalhei no quarteirão da Praça 7 em Belo Horizonte durante mais de 20 anos, criei família e tenho muito orgulho pelo serviço que prestei na coleta de papel e papelão. Sou uma cidadã” – disse entusiasmada.
No encerramento, acompanhado da diretora da SPGF, Helenice Mendes, o secretário-adjunto Leonardo Colombini conclamou os servidores fazendários e o pessoal terceirizado a continuar executando suas tarefas e não ter medo de expor suas observações para contribuir para o desenvolvimento do programa.
Colombini contou que a partir da implementação do programa na SEF/MG, decidiu, como contribuição de sua parte, desligar o computador e o ar condicionado de sua sala quando sai para o almoço. E finalizou lembrando a frase “não existe lixo, existe matéria-prima”, dita pela “Dona Geralda” em sua exposição, e concluiu: “as pequenas ações somadas contribuem para um grande resultado”.
05 de dezembro de 2008
Assessoria de Comunicação Social/SEF